Ser empresário nesse Brasil (de meu Deus) não é nada fácil!

Vamos deixar de lado as visões xiitas de que empresários são pessoas capitalistas e querem explorar o trabalhador. E também nem cogitem falar que todo trabalhador é folgado e a intenção é sempre colocar no “pau” (vulgo Justiça do Trabalho). Aqui não há espaço para visões limitantes como essas. Então vamos evoluir juntos, ok?! Hoje vou falar do que é ser empresário, amanhã falo sobre como é ser trabalhador (clique aqui para ler).

Podemos dizer que há vários tipos ou níveis de empresários no Brasil. Não estou falando só do faturamento, que define se você é micro, pequeno ou médio empresário, mas digo propriamente da posição como empresário no negócio e na sociedade.

Inicialmente surge uma ideia. Um estado ou pensamento constante, que não sai da cabeça, pode ser uma vontade de fazer algo diferente, uma inspiração de dias melhores ou algo mais concreto, como a visão direcionada para uma oportunidade. Essa é a fase bem inicial do futuro empresário.

Essa ideia/vontade pode vingar, e virar um belo projeto, ou se esvair como muitas outras ideias que te passam a mente hoje e amanhã já não fazem mais sentido.

Partindo da premissa de que você ainda continua com essa coceira do empreendedor na sua mente, então terá que validar tudo isso. As Startups nos trouxeram valiosas lições de validações em curto tempo e com baixo investimento. Quando eu ainda era vendedor (conto um pouco da minha história aqui) cheguei a vender vários produtos para um empório que estava se formando. Extremamente chique, o novo empreendimento foi construído com a visão de atendimento de um público requintado. Talvez algumas pesquisas sobre viabilidade até podem ter sido feitas, isso eu não sei dizer ao certo, mas o que ficou claro para mim foi o altíssimo investimento feito. Algo em torno de um milhão de reais. Se hoje essa quantia ainda é muito dinheiro, imagina há doze anos atrás (por volta de 2007). Bom, você já deve imaginar que essa história tem um final trágico. O empório não durou um ano; uma pena!

Hoje em dia se você colocar no Google sobre “Produto Mínimo Viável” verá um extenso material que poderá lhe ajudar nessa jornada de empreendedor iniciante. Voltando a nossa ideia, perceba que terá que investir na sua ideia, seja apenas tempo – e ai você terá que encontrar um investidor – ou mesmo recursos próprios. De qualquer maneira terá que se arriscar e tentar.

Passado o tempo de validação, ou seja, se aquela ideia é tangível e poderá se tornar uma empresa um dia, você terá que sair da informalidade (é normal que na parte de validação as coisas aconteçam sem muita atenção às burocracias legais obrigatórias; quero dizer: bem provável que você não tem CNPJ, endereço fixo ou até um telefone comercial… é normal, calma!). Mas, como veremos, não dá para viver assim para sempre, pois, por mais gostoso que seja não pagar imposto, é uma mal necessário.

Com o seu crescimento, o seu cliente não vai mais aceitar um cartão sem endereço comercial, ou comprar o seu produto ou serviço sem uma nota fiscal e assim por diante. Nem você mais vai querer passar essa imagem amadora, a menos que seu objetivo seja ficar desse tamanho para sempre. Você pode ser o pipoqueiro autônomo que tem seu ponto em frente a uma escola ou pode ser tornar um micro empresário de uma rede de carrinhos de pipoca para crianças, com logotipo especifica, marca moderna, estratégia especifica etc. , isso depende do seu propósito (e sobre isso falamos mais aqui). Quando você sai da informalidade (ou da fase de Projeto), você inicia sua caminha como empresário. Porém, acho muito interessante uma visão do Tiago Mattos, que escreveu o livro “Vai lá e faz” (pode comprar aqui) sobre esses estágios do empreendedor, no qual ele deixa claro que enquanto não há lucro não há negócio propriamente dito. E tenho que concordar. Recomendo muito esse livro, que traz ideias inovadoras e uma visão bem bacana sobre empreendedorismo.

Tornando-se um negócio você terá milhares de desafios. Um deles é não cair na zona de conforto. Reinventar-se constantemente é, sem dúvida alguma, o maior desafio, porque naturalmente o seu instituindo é encontrar um espaço seguro e se acomodar, contudo o mercado é extremamente dinâmico e, enquanto você senta, alguém está correndo.

Estou, assim provavelmente você está, na fase do “empresário umbigo no balcão”, que é o negócio que anda bem quando o empresário está lá. Meu sonho é chegar no estágio que o meu negócio tem vida e forma próprias. Se você já está aqui, nessa fase, seu desafio é outro, que é manter essa unidade de trabalho e prosperar reproduzindo essa metodologia para outros lugares, expandindo sua empresa. Agora, se assim como eu, sua missão é encontrar o ponto de equilíbrio de todos os setores do negócio, desde a formação da equipe até o método de entrega final do produto/serviço, vou lhe fazer um convite então: compartilhe suas dificuldades, ideias e necessidades, assim debatemos juntos e crescemos, que tal?! Clica aqui e me manda o que está passando.

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